terça-feira, 11 de janeiro de 2011

EFEITO CANGURU


O Efeito Canguru ocorre nos VW-Fuscas pois sua suspensão traseira composta por 
apenas um braço, denominado facão, ligado à barra de torção, faz com que as rodas 

sofram uma grande mudança em sua geometria; cambagem e alinhamento. Perdendo a roda que traciona toda sua função, isso com o carro sem autoblocante.

O texto a seguir escrevi para o Luiz Salomão e está em seu Saloma do Blog, em post de 23 de Julho de 2009. Estou reproduzindo com algumas pequenas alterações.Valeu Luiz, um abraço ! 
                                     http://www.interney.net/blogs/saloma/?cat=4689

O VW do Eric entrando no S do Senna.



O Efeito Canguru ocorre nos VW-Fuscas pois sua suspensão traseira composta por apenas um braço, denominado facão, ligado à barra de torção, faz com que as rodas sofram uma grande mudança em sua geometria, cambagem e alinhamento.
O texto a seguir escrevi para o Luiz Salomão e está em seu Blog do Saloma, em post de 23 de Julho de 2009. Estou reproduzindo com algumas pequenas alterações.Valeu Luiz, um abraço ! 

Notem meu carro já entrando no Pinheirinho. Os pneus traseiros bem apoiados ao chão, o dianteiro esquerdo começa a levantar e o direito bem colado no asfalto. O Elcio Pellegrini ainda está em linha reta após a entrada do S.


No VW, D3 e TEP, que corria com pneus slics toda configuração de suspensão é muito diferente dos carros que correm com pneus radiais. Os Pneubrás tinham 10 pol. de largura, e para aproveitar toda área de contacto destes pneus e toda potencia dos motores suas suspensões eram bastante trabalhadas.


Na dianteira alguns carros usavam catracas, outros um novo local de fixação da suspensão, que subisse e descesse todo conjunto, braços, barra de torção etc., na TEP corríamos com amortecedores nacionais, no meu caso Barchi, eles eram regulados com muita pressão tanto de bump quanto rebunp, barra estabilizadora grossa e com regulagem, o que deixava os carros bem duros, com pouco movimento de suspensão.

Arturo e Jr, pneu esquerdo de apoio no chão, direito levantado. Os traseiros com toda sua área no asfalto.



Na traseira o X da questão, como a suspensão com barra de torção e facões muda toda geometria quando se move e para evitar o efeito canguru às modificações eram radicais.
Na D3 o Jr Lara Campos mudou sua suspensão traseira por uma de Variant 2, nós na TEP não podíamos. Para evitar esta mudança de geometria usávamos o conjunto motor e cambio mais altos uns 10 cm, fazendo novos coxins de alumínio e mudando a fixação do cambio. O conjunto trabalhava mais alto, o varão do cambio passava por cima do túnel central (como se vê no carro do Ricardo e o meu era igual) assim podia-se usar o trambulador do Passat o que tornava a cambiada super precisa, ainda mais no meu caso que usava 1ª no "Bico de pato” e "S". “Vocês vão me dizer ,” tudo ao contrario, levantar um carro de corrida!”“.

Os semi eixos trabalhavam com grau positivo, amortecedores duríssimos tanto de bunp quanto rebunp e barra estabilizadora grossa com regulagem . Tudo para evitar o que se vê na foto acontecendo com o carro à frente do Luiz (colocar aquela foto sua e do outro fusca no "S do Senna) o que alem de descontrolar o carro provocava a perda de tração .

No carro do Mogames o varão do cambio acima do túnel. 


Usávamos freios a disco nas quatro rodas , pastilhas importadas , as melhores que podíamos achar , na época era tudo mais difícil .
Apesar de tudo isso, o segredo era pilotar bem redondo, não atravessar nas curvas para evitar o tal do Canguru, em algumas era difícil, mais eram curvas de baixa, que fora o "Sargento" no meu caso feita em 2ª marcha onde se precisava de tração para chegar forte ao "Laranja" não fazia tanta diferença . Agora nas de alta era o "capeta" no meu caso chegava a "Um" em 4ª marcha a 7.000 RPM, isto com um pneu de 20 de altura aro 13 pol., diferencial 8/31 e quarta marcha 0.96 era algo próximo dos 200 km/h.Eu fazia cravado

O Ferraz saindo do Pico de Pato, ao contornar a curva em primeira marcha e após um escapada nota-se que ao acelerar a traseira abaixa. Ele usava quatro amortecedores.


 Na "Tres" uma pendurada forte nos "alicates" depois da placa dos 50 m enfiava uma terceira e pé embaixo até a entrada da "Ferradura”, linda curva, a primeira perna à esquerda em 4ª cravado, na tangencia dela, já com o carro reto uma freada bem forte e redução para segunda, na "Subida do lago" chegava em 4ª bem forte, uma aliviada no acelerador, 4ª até quase o ponto de tangencia e ai enfiava uma 3ª, o que com meus 1.90 m era complicado, parecia que a perna ia sair do carro! "Reta oposta” e ai o "Sol" que junto com a "Um" são curvas Rainhas, onde os garotos e os homens se separam aquele raio longo os dois pontos de tangencia etc. etc. etc., feita no meu caso em 4ª, junto com a "Um" e "Três" eu amava esta curva!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

REVISTA FUSCA ATIVO

http://www.fuscaativo.com.br
A REVISTA FUSCA ATIVO MAGAZINE FEZ UMA MATÉRIA SUPER LEGAL DO DIVISÃO 3 Nº 13

OBRIGADO NUNO FICOU SHOW A MATÉRIA
ABRAÇO

sábado, 1 de janeiro de 2011

FELIZ ANO NOVO


O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos...
Mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco!
Um ótimo 2011!
Ararê


VIAJEI APÓS O NATAL, E QUANDO VOLTO VEJO ESSAS MARAVILHAS NOS BLOGS.
SÓ TENHO QUE AGRADECER ESSES NOSSOS AMIGOS POR CRUZAREM NOSSOS CAMINHOS ..
O ARARÉ CRUZA DE CAMINHÃO O MAURICIO DE PORSCHE MUITO SHOW, O NUNO CANASTRA
DA REVISTA FUSCA ATIVO MAGAZINE QUE FEZ UMA LINDA MATERIA SOBRE A DIVISÃO 3, O TITO E POPI COM SUA GENIALIDADE EM PAPEL, E MEUS AMIGOS DO AUTOMOBISLISMO GRANDE ABRAÇO ....
Rui Amaral Jr.Carlos de Paula, Gabriel Marazzi, Miguel Crispin Ladeira, Vanessa Gianellini, d. Jô, Graziela e Nelson Marques da Rocha, Fabiano e seu pai Luiz Guimarães, Glória as crianças e Henrique Mércio, Vera, Ricardo e Rafael Bock, Dalva e José Ferraz, Luiz Eduardo Duran e Eduarda, Orlando e Edna Belmonte e sua filha Emily, Francis, Aglais, João e Gabriel Trennepohl, Fabiani Gargioni, Jackie e Luiz Carlos Lara Campos Jr, Luiz Antonio”Teleco”Siqueira Veiga, Mike Mercede, Leandro Sanco, Ararê Novaes, Mauricio Moraes, Luiz Salomão, Roberto Zullino, Francisco Pellegrino, Marcelo e Victório Azzalin, Jan Balder, Luiz Cruz, Arturo Fernandes, Carlos Mesa Fernandes e Jô, Juca, Luiz Antonio Bruno, Chico Lameirão, Chapa e Mary, Marcos e Fabio Levorin, Ari Moro, Clério Moacir ”Bé” de Souza, Amadeu Rodrigues, Cadu Avallone, Ricardo Goes, Claudio Carignatto, Jackie e Della Barba, Luiz Henrique Pankowski, Hiper Fernando Fagundes, Giancarlo Zanarotto, Joel Marcos Cesetti, Lauro Neto, Amarílis e Kiko Galvão Bueno, João Tadeu Bocolli, Jacob Kourozan, José Carlos Gueta, Iolanda e Manduca Andreoni, Manuel Barros Mattos, Luiz Evandro Aguia, Manoel Diegues, Paulo Peralta, Paulo Valiengo, Ricardo Bifulco, Tide Dalécio, Ceregatti, Edo Lemos, Adriana Greco, Alfredo Brito, Romeu Nardinni, Carlo Rivolta, Cezar Fittipaldi, Elisa Assineli do Nascimento, Fred Guilhon, Helio Herbert, Karin Esteves, Guilherme Decanini, Fasolli, Tohmé, D. Mira e Tito Tilp, Anêmona, Torquato, Fabio Poppi, Hugo Almeida, Nilo Cabral, Rafa Dias Santos, Leandro Sanco, Flávio Costa, Joca, Rodrigo Vieira, Jean Corauci, Felipe”Pipe“ Madsen, Leandra Giovanetti, Planeta Automotivo, todo pessoal do Nobres do Grid, Zé Ranzolin, Humbertone, Ricardo Achcar, Carlos Eduardo Szépkúthi, Sidney Cardoso, Felipe Raad, José Martins Jr, Manoel Diegues Neto, Antonio Roperto, Mario Marcio Souto Maior, Paulo Sallorenzo, Geraldo Souza, Alfredo, Sueli Lindau, Silvia e Waldemar Mesquita, Ron Groo, Homero Rocha Ferreira, Christina e Rodrigo Rocha Ferreira, Frederico Delgado Rosa, Spadella, Rosana e Edson dos Santos, José Umaras, Clovis Vieira, Bicamargo, Flávio Pinheiro, Luan Felipe, Glória, Edilson, Luiza, Carolina, Bruno e Maria do Carmo, Rodrigo Vieira...
para eu não esquecer colei os nomes do blog do Rui ...


JÁ VOU TER MUITA COISA P POSTAR NESSE INICIO DE ANO OBAAAAAAAAAA......
OBRIGADO A TODOS


A árvore dos amigos
Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzados nossos caminhos.

Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.

A toda elas chamamos de amigos. Há muitas tipos de amigos, talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.

O primeiro que nasce de um broto é o amigo pai e a amiga mãe. Mostram o que é ter vida.

Depois, em o amigo irmão, com quem dividimos o nossos espaços, para que ele floreça como nós.

Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas o destino nos apresenta outros amigos, aos quais não sabíamos que ia cruzar o nosso caminho.

Muitos desses denominados amigos do peito, do coração, são sinceros verdadeiros, sabem quando não estamos bem, sabe nos fazer feliz...

Às vezes um desses amigos do peito estala o nosso coração e é chamado de amigo namorado.

Ele dá brilho aos nossos olhos, músicas aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.

Mas também há aquele amigo por um tempo, talvez por umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.

Esses costumam colocar muitos sorrisos na face, durante o tempo em que estão por perto.

Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes, aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas quando o vento sopra sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.

Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações, mas o que nos deixam mais felizes é que as que cairam continuam por perto, alimentando a nossa raíz com alegria.

Lembranças de momentos maravilhosos, enquanto cruzamos o nosso caminho.

Desejo a você, folha da minha árvore paz, amor, saúde, sucesso, prosperidade, hoje e sempre.

Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única, sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.

Há os que levaram muito, mas que não deixaram nada.

Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontraram por acaso.

FELIZ ANO NOVO!!!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DIVISÃO 3

Mané Simião nas Mil Milhas de 1973.

Alan Magalhães chefe de equipe em 1982.



Em 1982 o Orlando comprou o VW Divisão 3 do Mané Simião, é esse mesmo carro que aparece com o Mané correndo as Mil Milhas Brasileiras de 1973.
Reformou ele todo, e começou a correr naquele mesmo ano. Correu as temporadas de 82/83 e depois por um série de motivos parou. Vendeu o carro.
Pouco mais de um ano e meio atrás, e após nós nos reencontrarmos, um dia ele me telefona contando que tinha encontrado seu carro. Estava em uma oficina parado por mais de vinte anos, seu dono fez algumas corridas e lá ficou ele parado como se estivesse esperando o Orlando voltar.
E não é que o Alicatão foi lá e comprou o carro de volta! Foi um felicidade só, me ligava a cada cinco minutos contando do carro e em como ele estava, que tinha vindo junto com a carreta etc. etc. etc.
Acredito que seja talvez o único carro remanescente da Divisão 3, essa categoria que encantou o público que ia aos autódromos brasileiros. Alguns outros carros estão em museus como o Maverick/Berta de Luizinho Pereira Bueno que se encontra no museu de Passo Fundo e um outro VW que dia destes vi no blog de meu amigo Sanco, andando no Tarumã em uma apresentação.
Até agora já temos alguns convites para participar com o carro em eventos e exposições e também algumas matérias de revistas.
Só que o Orlando precisa de patrocínio para colocar o carro novamente como era. Nada absurdo para o retorno que com certeza quem o ajudar terá.
Vamos lá, tenho certeza que o ano que entra trará tudo que precisamos para ouvir novamente um verdadeiro Divisão 3 roncar, uivar, berrar e em demonstrações por nossas pistas mostrar a todos que não puderam ter oportunidade de ver como era nossa categoria.




#40 Amadeu Rodrigues, #7 José Antonio Bruno, #68 Luiz Eduardo Duran, #13 Orlando Belmonte Jr, #19 José Ferraz, em plena curva do Laranja.




Saindo da oficina no dia em que o Orlando foi buscar novamente seu carro e já em casa.

O #13 na visão do Mestre Ararê.




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

OS VW - FUSCAS NA DIVISÃO 3

Meu primeiro Divisão 3 na versão do Tito Tilp.


Talvez a Divisão 3 tenha sido a categoria em que o publico mais se identificou com os carros, todos eram carros de rua, carros que as pessoas iam ao autódromo e usavam no dia a dia. A grande diferença eram as cores, as enormes rodas e pneus e seus motores que tinham três ou quatro vezes a potencia de um similar que transitava pelas ruas.
Opala e Maverick foram carros que se destacaram na categoria vencendo campeonatos em sua  Classe C. Mas um carro se destacou sobre todos desde o começo o VW, sim o Fusca carro fabricado então a uns dez anos no Brasil e considerado “pau para toda obra”. Esse pequeno sedam de duas portas, motor traseiro refrigerado a ar, obra do grande Ferdinand Porsche, foi um sucesso desde seu lançamento. Nas ruas das cidades, nas estradas asfaltadas e principalmente nas de  terra onde o valente Fusquinha enfrentava caminhos onde até então apenas os Jipes ousavam percorrer. Táxis, frotas, pessoas que gostavam de seu fácil manuseio, viajantes enfim todos de certa forma sentiam um carinho por ele e sabiam de todo seu potencial.
Agora venhamos, apesar de  sabermos que era o irmão mais velho do fabuloso Porsche ninguém imaginaria que ele se desse tão bem nas pistas de corridas de todo esse Brasil.
O primeiro foi um VW-Porsche criação do grande Jorge Lettry e que nas mãos de Christian Heins e Eugênio Martins quase vencem as primeiras Mil Milhas Brasileiras em 1956, lideraram um bom tempo, andando contra Carreteras com quatro ou cinco vezes sua potencia e no final por um simples problema de cabo de acelerador chegaram em segundo lugar.
E o que dizer então da vitória dos irmãos Wilson e Emerson Fittipaldi nos 500 Km de Porto Alegre em 1967, quando enfim deixaram as grandes Carreteras a ver navios.  
Já em 1970 quando entrou em vigor o Anexo J da FIA  estabelecendo as categorias para as competições automobilísticas a Divisão 3 logo se tornou a mais popular e tão popular quanto a categoria se tornou aquele “carrinho” que corria na classe “C”, o Fusquinha.
Logo alguns começaram a fazer nome nas pistas brasileiras, no Rio Grande do Sul com a inauguração do Autódromo de Tarumã logo a categoria se desenvolveu, em São Paulo a partir de 70 várias equipes usaram o VW para competir em provas de longa e curta duração.
Para isso usavam uma preparação que tinha sido desenvolvida pela Comercial MM e pelos grandes nomes da preparação Jorge Lettry e Miguel Crispim Ladeira. Eram comandos de válvulas, molas, pistões, caixas de cambio com relações de marchas especificas, suspensões e diversos outros itens, todo esse equipamento feito para um outro carro que usava o mesmo motor do Fusca, o incrível Puma que corria na Divisão 4.

Interlagos 1982, Duran, Rui, Bée, Orlando escondido atrás do Conde.

Lembro como se fosse hoje meu primeiro contato com a categoria e o Fusca, novato ia correr o Torneio União e Disciplina pela equipe de P. V. DeLamare em um carro que a equipe usava para corridas longas e curtas, o VW #84.
Nunca havia guiado um Fusca e quando vi aquele carro com rodas Scorro 6 pol. na dianteira com pneus Pirelli Cinturatto 165/13 e 7 pol. na traseira com os pneus 185/13 logo me apaixonei. Todo aliviado de seu peso, sem para choques, em seu interior apenas um banco concha o Sto. Antonio de três pontos -como se usava na época- extintor de incêndio, no lugar do velocímetro um conta giros, um relógio de pressão de óleo e outro de temperatura, seu volante de alumínio e couro era um Fittipaldi. Sem nenhuma forração era todo pintado do mesmo azul de sua carroceria.        
No motor preparado pela equipe a receita que na época fazia sucesso , o comando P3 da MM , dois carburadores Weber 48 duplos, molas de válvulas mais rígidas, um bom balanceamento estático e dinâmico, trabalho nos cabeçotes e muito cuidado na montagem, acredito que esse motor tivesse entre 90 e 100hp.

Jr Lara Campos no Rio de Janeiro


Sua suspensão mantida a original, com catraca na dianteira para fazer com que o carro ficasse mais rente ao chão e abaixada na traseira, os amortecedores eram refeitos para que o carro ficasse mais firme, com uma carga muito maior que a original e barras estabilizadoras na frente e atrás.
O cambio uma Caixa 3 desenvolvida pela MM com parceiros tinha a primeira marcha com uma relação bem longa seguida de segunda, terceira e quarta relações vindo em seqüência bem perto da relação de primeira o que o tornava ideal para uma pista, podendo as terceira e quarta relações serem adequadas entre várias existentes. Diferencial podia ser usado 0 8:31 , 8:33 ou 8:35 , nesse carro e para pista de Interlagos era usado o 8:31 com relação de terceira 0,76 e quarta 0,96 que fazia com que as marchas alcançassem as seguintes velocidades aproximadamente, 80km/h em primeira, 110km/h em segunda, 140 km/h terceira e 180 km/h na quarta.
Sentado e amarrado engatei a primeira e saí, sua relação muito longa fazia com que o carro demorasse a embalar, mas quando o comando de válvulas cruzava vinha um verdadeiro carro de corridas, as marchas se sucediam bem rápido e logo estava no final do Retão com a quarta quase cheia.
Foi paixão logo a primeira volta, a freada forte engatando terceira para fazer a curva Três,  uma marcha para cada curva do circuito, um carro muito no chão, firme e estável, com algumas manhas para pilotá-lo, estava feliz.
Na corrida alguns dias mais tarde e depois de muitos treinos, correram alguns carros da Divisão 4 em sua maioria Pumas e Lorenas, ambos com motores VW 1.600cc, e o batalhão de Fuscas Divisão 3 não fez feio. 
O vencedor foi o Puma VW Divisão 4 de José Martins Junior preparado pela Comercial MM, seguido de cinco VW Fuscas, o segundo, terceiro e quarto três carros que já vinham competindo na categoria a algum tempo, sendo dois deles preparados pela renomada Kinko e em quinto e sexto Alfredo Guaraná Meneses e eu. 
Foram duas baterias de seis voltas cada, largaram aproximadamente 35 carros em cada e nesse dia os Fuscas Divisão 3 mostraram o que seria a categoria no ano seguinte, totalmente dominada por eles na Classe A, e para mim mostrou ao cenário automobilístico brasileiro um dos pilotos mais rápidos que já vi andando Alfredo Guaraná Meneses, com quem tive a honra de trocar posições naquelas baterias, eu chegando em quinto em uma e ele em outra. Piloto que no ano seguinte mostraria ao Brasil toda capacidade que tinha o carrinho em se transformar do melhor meio de transporte em todas regiões brasileiras qualquer que fosse o tipo de estrada ou piso, em um grande carro de corridas, enfrentando e vencendo as vezes carros com quase o triplo de sua potencia.
Esse era “apenas” o Fusca...   

Rui Amaral  Jr





PS: A todos os amigos que dividiram comigo grids e aventuras, Teleco, Guaraná, Manduca, os queridos Levorin e o Chapa, José Martins, Julio Caio, Alex Silva, Jacob, Mike, o pessoal da Kinko, Jr Lara, Ferraz, Ricardo Bock, Orlando Belmonte Jr, Bée, Conde - Luiz Henrique Pankowski -, Duran, Sueco e todos outros que se o nome não me vem agora à lembrança estão em nossos pensamentos e a alguns que já se foram Expedito, Adolfo, Arno, Artur e o Grande Alicatão João Lindau que estão sempre com carinho em nossos corações. 
Um agradecimento especial a três amigos que estão transformando nossos carros em obras de arte; Tito Tilp, Mauricio Moraes e Ararê Novaes.
E ao amigos Fernando, Fabiano e Luiz Guimarães e Caranguejo.